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19 de Agosto de 2010
Desafios de ordem global põem em debate o papel dos diplomatas na defesa dos chamados interesses nacionais
Luiz Motta / Página 22
Durante um encontro em Copenhague, em maio deste ano, cerca de 400 delegados de diversos países discutiam novos processos da certificação da futura ISO 26000 [1]. Houve um embate em que uma diplomata norte-americana, instruída a obstruir o ponto que se discutia, acabou se colocando contrária ao resto da convenção. Depois de esgotados seus argumentos, ela se desesperou e se desmanchou em pranto.
O fato marcante – além do evidente conflito entre portavoz e mensagem – é que tudo aconteceu durante um debate que caminhava para um acordo, mas que, devido à estrutura a que a diplomata estava submetida, ela ficou constrangidamente de mãos atadas.
Esse fato ilustra a dificuldade de arcabouços rígidos, como o diplomático, sustentarem-se em um mundo sob constante transformação. Os diplomatas sempre foram importantes atores do diálogo entre as nações. Sua habilidade negociadora os faz encontrar pontos comuns entre os mais sangrentos inimigos. Mas agora, mais que nunca, os países deparam-se com questões de ordem global, enquanto o mundo apresenta-se cada vez mais conectado a uma rede de comunicação que ultrapassa fronteiras e formalidades hierárquicas.
Como a diplomacia, voltada para a defesa dos assuntos nacionais, vai responder a esses desafios mundiais?
Leia artigo na íntegra, Página 22, 06/08/2010
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