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03 de Fevereiro de 2010

Maiores emissores  assinam “Acordo de Copenhague” no prazo

Osvaldo Stella e Ricardo Rettmann

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Segundo informações divulgadas pela ONU cinqüenta e cinco países assinaram o chamado “Acordo de Copenhague”, até o dia 31 de janeiro,  adotando diferentes metas de redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE).

Yvo de Boer, secretário geral da agência da ONU sobre mudanças climáticas (UNFCCC), afirmou que o prazo, que terminou domingo, pode ser estendido para atender outros países que queiram apresentar suas metas.

Apesar de representar pouco mais de um quarto dos 194 países membros da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, os países signatários do acordo são responsáveis por aproximadamente 80% das emissões de gases de efeito estufa do mundo.

O “Acordo de Copenhague” representa o documento final da Conferência do clima, que ocorreu em dezembro de 2009, em Copenhague - Dinamarca, e foi costurado por EUA, China, Índia, Brasil e África do Sul nas últimas horas da COP 15, para suprimir a falta de um documento oficial produzido nos tramites normais da COP.

Por isso o Acordo foi duramente criticado por vários países. Apesar disso, é a primeira vez que os grandes países em desenvolvimento como China, Índia e Brasil colocam oficialmente metas de redução de emissões de GEE, mesmo que voluntárias.

As metas são apresentadas com bases diferentes, tendo anos de referência e métodos de cálculo distintos. Isto dificulta a análise do conjunto da proposta:

A China, maior emissor de GEE do planeta, prometeu reduzir o montante de dióxido de carbono emitido para cada unidade do PIB (Produto Interno Bruto) em 40 a 45% até 2020, comparado com os níveis de 2005.

Os EUA indicaram uma redução de 17% em 2020, comparado com 2005.

Os 27 países que compõem a União Européia indicaram uma redução de 20% comparada com os níveis de 1990.

Já o Brasil apresentou suas metas de redução baseadas num cenário de redução de GEE de 36,1 a 38,9% em 2020, comparado com as emissões que ocorreriam se nada fosse feito.

A Índia também adotou uma meta de redução por unidade de PIB, só que de 20%, comparado às emissões do ano de 2005.

A Tabela abaixo apresenta as emissões desses países em números absolutos em 1990, 2005 e 2020, se as metas anunciadas forem cumpridas. Esses países analisados representavam cerca de 52% das emissões globais de GEE em 2005. As duas últimas colunas da Tabela comparam as emissões desses países em 2020, comparando com as emissões de 2005 e 1990. Números negativos representam aumento das emissões de GEE:

 

A análise desta Tabela inidica que, mesmo que as metas apresentadas configurem já um importante avanço na luta contra o aquecimento global, são insuficientes para segurar o aumento da temperatura global em no máximo 2º Celsius comparado com os níveis pré-industriais, limite estabelecido pela Convenção do Clima.

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