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Geoprocessamento
“O geoprocessamento é uma grande marca do trabalho do IPAM e tem sido fundamental para a identificação de tendências e a elaboração de cenários futuros para a Amazônia, assim como na produção de material voltado para capacitação e disseminação de informação.”
Ane Alencar
O que é
O geoprocessamento é um setor transversal que atende a diversos projetos do Instituto. Institucionalmente está dividido em quatro núcleos de forma a apoiar as atividades dos escritórios regionais do IPAM: Brasília, que atende aos projetos de escala nacional, internacional e aqueles desenvolvidos no Mato Grosso; Belém, que atende aos trabalhos desenvolvidos na região da BR-163 eTransamazônica; Santarém, que apoia os projetos desenvolvidos na várzea e terra firme da região do Baixo Amazonas; e Acre, que apoia as atividades e projetos desenvolvidos na região da fronteira trinacional MAP, que inclui os estados do Acre no Brasil, Madre de Deus no Peru e Pando na Bolívia.
Os trabalhos desenvolvidos por estes núcleos vão desde a produção e análise de dados espaciais relacionados às mudanças de uso da terra e dinâmica do desmatamento, até a confecção/elaboração de mapas para as publicações técnicas do Instituto, assim como a elaboração de material para apoiar reuniões, seminários, cursos etc., subsidiando projetos de capacitação.
O que foi feito
Núcleo Brasília – Criado em 2010 para apoiar as atividades dos programas Mudanças Climáticas e Cenários para a Amazônia ligadas à escala nacional e panamazônica e projetos desenvolvidos no Mato Grosso. Esse núcleo conta com pesquisadores especialistas em análise espacial e dinâmica de uso da terra, focadas na avaliação de políticas que influenciam o desmatamento, perda de estoque de carbono e desmatamento evitado dos principais agentes socioeconômicos da Amazônia, incluindo assentados, grupos indígenas e grandes produtores rurais.
Atuação nos projetos:
- Reduzindo emissões de carbono causadas por fogo florestal e desmatamento na Amazônia brasileira;
- Cadastro de Compromisso Socioambiental;
- Publicação REDD no Brasil: Um enfoque amazônico;
- Políticas públicas para a redução do desmatamento.
Núcleo Acre – Criado em 2008 para apoiar as atividades dos projetos de planejamento regional desenvolvidas na região do MAP. Ligado ao Programa Cenários, esse núcleo tem trabalhado fortemente com a avaliação dos impactos das estradas na mudança de uso da terra na região trinacional do Brasil, Peru e Bolívia. As análises, em 2010, contaram com apoio do Centro de Sensoriamento Remoto da Universidade Federal de Minas Gerais.
Atuação nos projetos:
- Fortalecendo a gestão ambiental na região da Amazônia Sul-ocidental brasileira (Consórcio MABE);
- Promovendo a conservação ambiental e o desenvolvimento sustentável de forma participativa na Amazônia;
- Sistemas de manejo comunitário para a várzea amazônica.
Núcleo Belém – Foi desmembrado em 2008, quando os escritórios de Santarém e do Acre passaram a ter suas próprias equipes de SIG. Ligado ao Programa de Manejo Comunitário de Várzea de Florestas , o núcleo de Belém é responsável por apoiar as atividades de planejamento regional e manejo integrado de propriedades da produção familiar através de técnicas de mapeamento participativo nas regiões da BR-163 e Transamazônica.
Atuação nos projetos:
- Apoio ao manejo comunitário e agregação de valor aos produtos extrativistas;
- Recuperação produtiva em pequenas propriedades na BR-230.
Núcleo Santarém – Em 2008, foi implantado no IPAM Santarém uma unidade de pesquisa em Geoprocessamento, instalada inicialmente para dar apoio às atividades de manejo comunitário na várzea amazônica, mas também para manter um Banco de Dados Geográficos (BDG) permanentemente atualizado para atender transversalmente todos os projetos em andamento, contendo dados sobre o Baixo Amazonas e a região oeste do estado do Pará.
O BDG-IPAM Santarém conta com 15 mapas temáticos finalizados em 2010, elaborados para o licenciamento ambiental e manejo de 15 Projetos Agroextrativistas (PAE) existentes na várzea do Baixo Amazonas, distribuídos nos municípios paraenses de Prainha, Santarém, Alenquer, Curuá e Óbidos. Esses compreendem 225 mapas elaborados com a associação de dados secundários e primários produzidos a partir de técnicas de sensoriamento remoto e mapeamento participativos, dos quais pode-se destacar os seguintes temas: Habitats, Recursos Hídricos, Etnoconhecimento Faunístico, Uso e Cobertura da Terra, Infraestrutura, Capacidade de Uso da Terra e Sistemas Produtivos.

