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Eventos climáticos extremos: o hábito tem sido investir mais em remediação do que em previsão

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Osvaldo Stella inicia seu comentário com dados da pesquisa da FIESP que estima que no final de mais uma estação chuvosa no Estado de São Paulo, o setor industrial pode ter um  prejuízo de R$ 3,4 bilhões de reais. Este valor é resultado  apenas de perdas operacionais, como o atraso na entrega  de produtos. Outro resultado da pesquisa é que as indústrias menores são as mais afetadas.

Osvaldo acrescenta ainda que este valor refere-se apenas ao Estado de São Paulo, mas pode dar um dimensão do tamanho do prejuízo no Brasil e no mundo causados pelos eventos climáticos extremos.

Segundo Stella, o investimento em prevenção em geral custa muito menos, mas mesmo assim, infelizmente, o hábito tem sido investir mais em remediação do que em previsão. Estima-se que esta relação seja de 14 para 1 no Brasil. Isto é para cada real gasto em operações de prevenção contra enchentes, 14 são gastos em reconstrução.

Vivendo em um mundo cada vez mais exposto a este tipo de evento é essencial alterar esta lógica.

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