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Modelagem de incêndios florestais na Amazônia

“Os 24 anos de história de fogo mapeados com auxílio de imagens de satélite foram fundamentais para a exploração do impacto de eventos climáticos nas florestas da região e também na identificação de mudanças significativas no regime de fogo, decorrentes do aumento do desmatamento e fragmentação florestal. Essas relações são fundamentais para abastecer os modelos que preveem secas e desmatamento na Amazônia.”

Ane Alencar

 


O Que é?

Busca entender a relação entre a ocorrência de incêndios florestais e variações climáticas e desmatamento em diferentes tipos de floresta e fronteiras agrícolas na Amazônia.



Linhas e estratégias de ação

Mapeamento de degradação florestal por fogo, gerando o primeiro banco de dados especializado em incêndios florestais da Amazônia.


 

 

 

 

 

 

 

 

 





O Que foi feito

Mapeamento de 24 anos de história de incêndios florestais, em três paisagens da Amazônia. O histórico foi utilizado para determinar mudanças no regime de fogo, como frequência e intervalo dos incêndios, e determinar a relação entre a extensão dos incêndios florestais na Amazônia e o nível de fragmentação da floresta devido ao desmatamento e fenômenos climáticos como o El Niño.

Avaliação

Os resultados da pesquisa demonstram que historicamente o fogo tem degradado grandes áreas de floresta da Amazônia oriental e que os diversos tipos de floresta da região reagem aos incêndios florestais de maneiras distintas. Enquanto os incêndios florestais afetaram 15% da área de floresta densa, as florestas abertas e de transição tiveram em média 45% de suas áreas afetadas por incêndios florestais no período analisado.

A área florestal queimada anualmente tem aumentado nos últimos 10 anos, assim como há aumento nas cicatrizes deixadas pelo fogo. Os incêndios florestais foram duas vezes mais frequentes nas florestas de transição e abertas do que nas florestas densas.

Esses resultados indicam que a suscetibilidade das florestas da Amazônia aos incêndios florestais, que deveriam ser eventos naturalmente raros, está aumentando, principalmente devido aos eventos de seca extrema e ao maior grau de desmatamento e fragmentação, especialmente na parte oriental da Amazônia. Os resultados indicam, ainda, que os incêndios florestais representaram 76% das emissões de CO2 por desmatamento no período de análise.