Clima e Floresta
Home » Edição 11 - 01/03/2009 » 27
Cobertura das mudanças climáticas tem avanços e retrocessos
Um novo estudo da Agência de Notícias dos Direitos da Infância (ANDI) sobre a cobertura da mídia no Brasil sobre as mudanças climáticas revelou que o volume de reportagens no primeiro semestre de 2008 caiu em relação ao período 2000/2007, analisado anteriormente. Entre julho de 2005 e junho de 2007, foi publicada uma matéria sobre o tema a cada quatro dias. Já nos seis primeiros meses de 2008, a média foi uma notícia a cada sete dias. Em compensação, a qualidade da cobertura melhorou.
Segundo a instituição, uma das razões para a queda de matérias é o fato da cobertura ainda ser, em grande medida, pautada pela agenda internacional, que teve poucos destaques no primeiro semestre de 2008. Por conta disso, a produção editorial no período se caracterizou por uma valorização da esfera interna. O foco central dos textos passou a se concentrar no governo brasileiro.
Conforme o levantamento, as mudanças climáticas estiveram mais presentes nas páginas dos veículos de abrangência nacional (Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, O Globo e Correio Braziliense) e econômicos (Valor e Gazeta Mercantil). Esses veículos foram responsáveis por quase metade (48%) da cobertura. No primeiro estudo, respondiam por 37% do total de textos.
A análise aponta que, embora o volume de textos tenha sido menor, em relação ao período anterior, é possível identificar alguns avanços na qualidade do material publicado. Houve aumento significativo na quantidade de textos que mencionaram questões relacionadas a desenvolvimento e que apresentaram causas ou soluções para o fenômeno. Além disso, enquanto no primeiro estudo, a grande preocupação era com as conseqüências do fenômeno, os dados do primeiro semestre de 2008 indicam uma valorização das estratégias de enfrentamento.
De acordo com o levantamento da ANDI, o principal desafio para o aprimoramento da cobertura é a necessidade de que a temática deixe as páginas especializadas e assuma um caráter transversal, como um problema que atinge as mais diversas áreas, como a política e a economia.
Conheça o estudo da ANDI
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