Clima e Floresta
Home » Edição 17 - 01/12/2009 » 168
Controle de natalidade contra aquecimento global
Relatório da London Scholl of Economics afirma que o controle de natalidade seria a forma mais barata de se reduzir emissões de carbono no futuro, exigindo menos de um quinto dos custos de uma transição para tecnologias “verdes”. O estudo foi encomendado pela organização não-governamental britânica Optimum Population Trust (OPT), que defende a estabilização e redução gradual da população mundial e deve ser distribuído às delegações que participarão da reunião das Nações Unidas de Copenhague (COP 15).
Segundo Roger Martin, presidente da OPT, em entrevista à BBC Brasil, o assunto só não é discutido oficialmente porque é “tabu”. Martin reconhece que os maiores emissores são os moradores de países ricos, que “têm de reduzir o seu consumo per capita”, mas afirma que tanto ricos quanto pobres precisam atacar de frente o problema habitacional.
O documento é uma análise da relação custo-benefício entre investimentos em métodos contraceptivos para incentivar o planejamento familiar. De acordo com a ONU, cerca de 40% dos casos de gravidez no mundo são indesejados. Segundo o estudo, cada US$ 7 investidos em controle de natalidade nos próximos 40 anos reduziriam as emissões globais de CO2 em mais de uma tonelada. A pesquisa compara a esse valor o preço calculado por um estudo recente da consultora McKinsey sobre o custo da transição para uma economia de baixo carbono, estimado em US$ 32 por tonelada de carbono (em 2020).
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