Clima e Floresta

Home » Edição 04 - 01/07/2008 » 91

Estados Unidos prevêem aumento das emissões mundiais

Especialistas do governo dos Estados Unidos previram que a demanda mundial de energia e as emissões de dióxido de carbono aumentarão mais de 50% nas próximas décadas, apesar da disparada no preço do petróleo. Uma das razões é que o consumo nos países em desenvolvimento aumenta a um ritmo muito maior do que o previsto para as nações ricas, segundo a Administração de Informação de Energia. “O consumo mundial crescerá 57% até 2030, tomando por base 2004”, afirma o informe Perspectivas Internacionais da Energia 2008, divulgado no final de junho.

Conforme o estudo, nesse período, a demanda total nos 32 países que integram a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), que inclui as nações mais ricas além da Coréia do Sul e México, aumentará 24%, contra 95% nas nações que não pertencem à OCDE. A proporção do consumo mundial de energia correspondente aos países que não fazem parte da organização passará de 47,9% em 2005 para 58% em 2030.
O petróleo e o carvão continuarão dominando o mercado mundial, segundo a agência responsável pelas estatísticas do Departamento de Energia dos Estados Unidos. Estes dois produtos são considerados os maiores culpados pelo aquecimento global, devido às emissões de um dos principais gases causadores do efeito estufa, o dióxido de carbono, provocadas por seu uso. Dessa forma, se não forem tomadas medidas para reduzi-las, as emissões desse gás terão aumentado 51% até 2030, tomando por base os níveis de 2005. “A demanda global de energia cresce apesar dos sustentados aumentos no preço do petróleo, que, segundo as projeções, se manterão no longo prazo”, afirma o estudo.

O relatório prevê ainda que a geração de energia por fontes renováveis aumentará a uma taxa de 2,1% ao ano. Não o fará, porém, a partir de opções como sol, vento, calor preso sob a superfície terrestre, mas, segundo os norte-americanos, através de médias e grandes represas hidrelétricas na América Latina e Ásia. (IPS/Envolverde)

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