Clima e Floresta

Home » Edição 11 - 01/03/2009 » 22

Ferramenta para redução de desmatamento

Vários estudos elaborados nos últimos anos utilizando diversas metodologias revelam que as áreas protegidas constituem uma importante ferramenta para a redução de desmatamento e para o controle da expansão da frente agropecuária predatória na Floresta Amazônica

Estes estudos são corroborados pela avaliação da evolução das taxas de desmatamento fornecidas pelo Programa Prodes/Inpe. Segundo esses dados, o desmatamento total na Amazônia atingiu entre 2002 e 2007 a cifra de 118.550 km2. Deste total, apenas 7.553 (6,37%) ocorreu no interior de áreas protegidas, mesmo considerando as criadas durante o período, ou seja, que não estiveram sob as restrições legais e o controle ambiental por todo o intervalo de tempo considerado.

Ainda segundo essas análises, verifica-se que a contribuição das diferentes categorias de áreas protegidas para o controle do desmatamento varia relativamente pouco entre os grupos de proteção. Pela ordem de efetividade estão em primeiro lugar as reservas extrativistas e as reservas de desenvolvimento sustentável, responsáveis por 0,83% do desmatamento total. Em seguida estão as unidades de proteção integral (1,35%) e as terras indígenas (1,80%). Por último, com 2,38%, estão as APAs e as florestas de produção, que incluem as florestas nacionais e estaduais.

Entretanto, quando analisamos a contribuição relativa de cada uma destas categorias levando em conta o desmatamento e a área total sob proteção em cada uma delas, verificamos uma mudança importante na efetividade das mesmas. Em termos relativos, as terras indígenas têm sido as mais eficientes, com a perda em média de 2,12 km2 para cada 1.000 km2 sob proteção. Em seguida estão as áreas de uso sustentável, com 4,37/1.000 km2 e as áreas de proteção integral com 4,50/1.000 km2.

(João Paulo  Capobianco)

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