Clima e Floresta

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Fórum Permanente de Questões Indígenas da ONU 2 - Preocupação

A discussão sobre a participação indígena nas discussões e mecanismos sobre mudanças climáticas, porém, não foi tranqüila na 7ª Sessão do Fórum Permanente de Questões Indígenas da ONU, cujo tema principal foi “As mudanças climáticas, a diversidade biocultural e os meios de vida: o protagonismo dos povos indígenas e os novos desafios”. Lideranças indígenas presentes protestaram contra a inclusão, no documento final do encontro, de projetos de mercado de carbono, como o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, como bons exemplos de parcerias, por considerar que eles tem violado direitos humanos e provocado destruição ambiental.

“Os povos indígenas presentes à esta 7ª Sessão do Fórum Permanente estão profundamente preocupados de que suas recomendações sobre as mudanças climáticas não sejam levadas em conta. Este Fórum foi criado justamente para reconhecer, promover e apoiar os direitos dos povos indígenas”, disse Florina Lopez, coordenadora da Rede de Biodiversidade das Mulheres Indígenas de Abya Yala. A principal reclamação é que os vários relatos de injustiças cometidas por projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo não foram considerados pelo Fórum Permanente e, ao contrário, no documento final, esses projetos foram reportados como tendo bons resultados.

Um exemplo citado pelo grupo, formado por entidades como Aliança Amazônia e Indigenous Environmental Network (Rede Indígena Ambiental), é projeto Jeripachi de energia eólica, projetado na Colômbia, que não teria tido o consentimento prévio e informado dos Wayuu para implantar o projeto em um território sagrado deste povo. Além disso, denunciam que a maior parte da energia gerada pelo projeto é para um grande mineradora conhecida por inúmeras violações aos direitos humanos e ao meio ambiente.

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