Clima e Floresta
Home » Edição 10 - 01/02/2009 » 34
INPE é modelo para monitoramento de REDD
Representantes de mais de 30 países participaram de um workshop, no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP), sobre Avaliação de Mudanças de Área Florestal. Realizado entre 4 e 6 de fevereiro, o encontro faz parte de um programa de desenvolvimento de capacitação técnica de monitoramento para REDD (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação em florestas tropicais). Cerca de 110 especialistas em florestas, de países como Bolívia, Camboja, Camarões, México, Tailândia, entre outros, vieram conhecer os sistemas de avaliação do desmatamento por satélite criados pelo INPE e considerados referência mundial.
Operando há 20 anos, o Prodes é considerado o maior programa de acompanhamento de florestas do mundo, por cobrir os 4 milhões de km2 de áreas florestais com frequência anual. Seu resultado mostra a taxa média e a estimativa da extensão do desflorestamento da Amazônia brasileira e tem orientado a formulação de políticas públicas para a região. Desde 2004, o INPE também opera o sistema Deter - Detecção de Desmatamento em Tempo Real, que utiliza sensores com alta frequência de observação para rapidamente fornecer dados aos órgãos de controle ambiental e assim colaborar na contenção do desmatamento. Recentemente, começou a operação ainda o Degrad, um novo sistema desenvolvido pelo INPE para mapear anualmente, e em detalhe, as áreas em processo de desmatamento e que não são computadas pelo Prodes. Este sistema também pode dar importante subsídio aos órgãos de fiscalização para impedir a derrubada completa da floresta.
Sistemas eficientes de monitoramento são um dos principais pré-requisitos para a implantação de mecanismos de REDD, que deve ser um dos temas-chave da próxima reunião da Convenção do Clima (COP 15), que acontece em dezembro, em Copenhague.
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