Clima e Floresta
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IPAM realiza cursos básicos de geoprocessamento
Maria Emília Coelho
Entre os dias 8 e 10 de julho, o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) foi à cidade de Boca do Acre, no sul do estado do Amazonas, para realizar o curso “Noções Básicas de Geoprocessamento”. O IPAM capacitou técnicos locais de diferentes instituições no uso desta ferramenta por uma solicitação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável e Produção (Semmadesp), com o objetivo de aprimorar o monitoramento e a gestão do território do município. Entre os presentes, estavam profissionais da SEMMADESP de Boca do Acre, do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (IDAM) e da Fundação Nacional de Saúde (Funasa).
Num país como o Brasil, de grande dimensão e carente de dados adequados sobre problemas urbanos, rurais e ambientais, o geoprocessamento é uma potente ferramenta para mecanismos de monitoramento e gestão, pois transforma dados dispersos em um sistema de informação integrada que se utiliza de mapas temáticos e diagnósticos. Com uma tecnologia acessível e relativamente barata, o geoprocessamento vêm influenciando cada vez mais as decisões políticas nas áreas de Recursos Naturais, Saúde, Transportes, Comunicações, Energia e etc.
O curso “Noções Básicas de Geoprocessamento” faz parte das atividades de fortalecimento de capacidades para técnicos de instituições governamentais do Projeto de Manejo Ambiental de Bacias e Estradas – Consórcio MABE -, financiado pela Usaid. Participaram da equipe do IPAM-Acre a engenheira agrônoma Sonaira Souza, quem ministrou o curso, a bióloga Neuza Boufleuer, e o engenheiro agrônomo Francisco Chagas.
Entre os dias 13 e 15 de julho, foi a Amazônia Sul do Peru que recebeu a equipe do IPAM para o curso de “Noções Básicas de Geoprocessamento”. O evento veio atender à demanda do Serviço Nacional de Sanidade Agrária (Senasa) de Puerto Maldonado, capital do departamento de Madre de Dios - região que faz divisa com o Acre, no Brasil.
“Estamos fortalecendo nossas capacidades institucionais através desta parceria com o IPAM. Este curso deixará nossa equipe mais preparada para trabalhar no planejamento e na gestão do território. Nossa meta é estabelecer uma zona livre de pragas e doenças, favorecendo o intercâmbio comercial dos produtores agropecuários e a segurança alimentar na região fronteiriça”, explica Armando del Castillo, diretor executivo do Ssemana, órgão público peruano que mantém o sistema de vigilância fito e zoossanitário do país.
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